quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O ACTO


De tudo o que guardei o teu sorriso foi o que ficou,
o teu olhar foi o que se desvaneceu,
o teu rosto foi o que desapareceu,
o teu cheiro foi o que esqueci mais rapidamente.

Da tua presença em mim guardo as lágrimas, 
do teu sentimento queimei com todo aquilo que me deste,
Purifiquei o que sentia e respirei um ar puro, um novo sentimento apurou se de mim uma nova pessoa tomou conta do meu novo EU 

Alguém me perguntou se me sentia uma pessoa nova
a minha resposta foi evidente e lógica 
Não, eu apenas guardei essa pessoa no bolso de trás e reconstrui uma nova pessoa uma nova personagem, 
para enfrentar este novo acto, entrei em cena de cabeça erguida sabendo as falar todas de cor, não deixei margem para erros.

Sabia que ao cair do pano as rosas iriam cair me aos pés, sabia que todos aclamariam o meu novo EU, todos menos TU, todos menos aquele a quem queria mostrar que a minha dignidade estava mais intacta que nunca, todos menos aquele que havia maguado, todos menos aquele que ainda amava. 

Foi assim que me apercebi que afinal não era só trocar de personagem e por me na pele de outra pessoa, porque a mente continuava a estar no mesmo sitio. 

Desisti e deixei de lutar, decidi actuar apenas em monólogos e continuar com a vida. 


sábado, 29 de setembro de 2012

O HUMANO

A credibilidade do ser humano só cai quando a lua beijar o fim dos dias, quando a terra tremer em conjunto, quando Neptuno passar a ser o planeta perdido, quando na verdade o suspiro for tão rápido quanto a brisa de verão numa noite fria, quando a realidade deixar de ser real, quando os sonhos se confundirem com pesadelos perdidos no meio de um livro estranho e esquecido numa das prateleiras mais altas de uma biblioteca escondida numa cave de uma casa abandonada de vida e despida de sentimentos, quando uma parede branca e fria se tornar estranhamente aquecida por um sol que não existe, quando as nuvem caírem do céu e se partirem como pequenas gotas de água gelada, quando o café se mexer com sal, quando o paladar deixar de sentir as a explosão de sabores quando na realidade a vida não for vivida for na verdade esquecida for na verdade acreditada for na verdade sentida for apenas e só mais um dia de vida quando os sonhos forem reais aí a credibilidade humana não morre aí o HOMEM continua a ser Humano aí a pessoas são mais pessoas são mais reais são apenas e só FELIZES não é que isto não seja um bem necessário mas é algo que já temos como adquirido e acabamos por perder quando menos esperamos quando percebemos que final o sangue que nos corre nas veias é vermelho e é HUMANO.......