quinta-feira, 9 de junho de 2011

A sede

Rasguei as folhas que guardava
Deslizei cada pedaço pelo meu corpo
A esperança desvaneceu com o tempo
Deixei de sentir-te em meu corpo morto
Quando menos esperava uma gota de sangue tocou o chão
Sangue que nunca reparei que seria meu

De repente pensei:
"Que falta me faz uma gota se tanto tenho para dar?"
Aí uma estranha ganancia percorreu o meu ser
Uma estranha vontade, um arrepio que não arrepiava mas dava prazer
O cheiro do sangue deixou-me perdida dentro de mim
Quis sair de mim, não fui capaz
Apenas fiquei ali sentada a olhar para tão sublime momento

O meu vicio acabou por se salientar com o tempo
A sede que acaba por não ser sede é apenas vontade de sentir o cheiro do sangue que palpita nas minhas veias.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PENSAMENTOS

Sente com o coração
Ama com a alma
Olha para o futuro com o pensamento e não tropeces no passado


Mais que tudo o que me fizeste
o pior foi amar-te
o mais fácil foi perder-te
esquecer-te é obrigatório
eliminar-te é prioridade



Quiseste ser homem para me deixares
Quiseste ser feliz fazendo me sofrer
Deixas-te o meu mundo desabar mesmo quando me prometeste o contrário
Disseste que me amavas mentiras e só mentiras mesmo quando me olhavas bem nos olhos
Mas não te odeio por isso apenas te agradesso
Porque me fizeste crescer


O amor é como uma rosa brava
Com espinhos como agulhas
Pétalas como navalhas que cortam tudo em que tocam sedentas de dor e sangue
Sedentos por sentirem a palpitar um coração partido
Foi essa a rosa que me deste quando me deixaste.