quinta-feira, 9 de junho de 2011

A sede

Rasguei as folhas que guardava
Deslizei cada pedaço pelo meu corpo
A esperança desvaneceu com o tempo
Deixei de sentir-te em meu corpo morto
Quando menos esperava uma gota de sangue tocou o chão
Sangue que nunca reparei que seria meu

De repente pensei:
"Que falta me faz uma gota se tanto tenho para dar?"
Aí uma estranha ganancia percorreu o meu ser
Uma estranha vontade, um arrepio que não arrepiava mas dava prazer
O cheiro do sangue deixou-me perdida dentro de mim
Quis sair de mim, não fui capaz
Apenas fiquei ali sentada a olhar para tão sublime momento

O meu vicio acabou por se salientar com o tempo
A sede que acaba por não ser sede é apenas vontade de sentir o cheiro do sangue que palpita nas minhas veias.

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